Preparar os documentos do seu país
Certidões, registo criminal e diplomas emitidos fora de Portugal têm de ser autenticados (com apostila ou legalização) e, se não estiverem em português, traduzidos. Trate disto com tempo.
Os três passos
- 1
Obtenha o documento oficial
Emitido pela entidade competente do seu país. As entidades em Portugal pedem originais ou cópias autenticadas.
- 2
Autentique-o: apostila ou legalização
Depende de o país que emitiu o documento ter aderido ou não à Convenção da Apostila da Haia — veja abaixo.
- 3
Traduza-o, se não estiver em português
Com tradução certificada. Os documentos já escritos em português não precisam de tradução.
Documentos que as checklists costumam pedir
- Certificado de registo criminal — do país da nacionalidade ou do país onde reside há mais de um ano, com apostila ou legalizado
- Certidões de nascimento e de casamento (quando vem com a família ou para reagrupamento familiar)
- Diplomas e certificados de habilitações (estudo e alguns vistos de trabalho)
- Comprovativos de rendimentos (vistos D7, D8 e outros)
A lista exata depende do visto e do consulado — gere a checklist do seu caso.
Apostila ou legalização?
A apostila substitui a legalização diplomática ou consular entre os países que aderiram à Convenção da Haia de 1961: é posta por uma autoridade do país que emitiu o documento (Ministério Público). Se o país não aderiu, o documento tem de ser legalizado através da embaixada ou consulado de Portugal nesse país (MNE).
✅ Com apostila (aderiram à Convenção)
Por exemplo: Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Índia, Bangladesh, Paquistão, China, Ucrânia, Marrocos, Senegal e Estados Unidos.
No Brasil, a apostila é emitida pelos cartórios (CNJ).
🏛️ Legalização (não aderiram)
Por exemplo: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Timor-Leste e Nepal.
Pergunte à embaixada ou ao consulado de Portugal no seu país como fazer a legalização.
A lista completa e atualizada está na tabela oficial da Conferência da Haia (HCCH). Estado confirmado em outubro de 2026.
Tradução certificada
- A tradução de um documento estrangeiro pode ser certificada por notários, advogados, solicitadores ou câmaras de comércio e indústria reconhecidas (Autoridade Tributária).
- Se pensa fazer a tradução no seu país, confirme antes com o consulado se essa tradução é aceite e se também precisa de apostila ou legalização.
- Nos serviços de registo em Portugal, documentos em inglês, francês ou espanhol podem ser aceites sem tradução, se o funcionário dominar a língua (IRN). Para o pedido de visto, siga sempre a checklist do consulado.
⏳ Atenção à data do registo criminal
Alguns consulados só aceitam o registo criminal emitido nos 3 meses anteriores à marcação (por exemplo, o de Toronto). Veja a regra do seu consulado antes de o pedir.
💡 Para não ter de repetir
- Confirme que o seu nome está escrito da mesma forma em todos os documentos e no passaporte.
- Peça mais do que uma via das certidões que vai usar várias vezes.
- Guarde os originais apostilados e traduzidos depois do visto, e uma cópia digital de tudo.
Fontes oficiais
- Conferência da Haia (HCCH) — estado da Convenção da Apostila
- Ministério Público — Serviço de Apostilas
- MNE, Consulado-Geral de Portugal em Barcelona — legalização de documentos
- IRN — Tradução de documentos estrangeiros
- Autoridade Tributária — folheto NIF para não residentes (certificação de traduções)
- Regulamento (UE) 2016/1191 — documentos públicos na UE
- Conselho Nacional de Justiça (Brasil) — Apostila da Haia
- Embaixada de Portugal em Tóquio — exemplo de checklist de visto de residência
- Consulado-Geral de Portugal em Toronto — visto de residência
Verificado em outubro de 2026. Cada consulado tem a sua checklist — é ela que prevalece.
Ficou alguma dúvida sobre apostila e tradução de documentos?
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